quinta-feira, 10 de maio de 2007


DIU


Método: Pequeno dispositivo flexível inserido na cavidade uterina. Os tipos mais recentes são feitos de plásticos e contêm medicação (liberam lentamente pequenas quantidades de cobre ou progestágeno).
Mecanismos de ação:
Interfere com a capacidade do esperma de passar pela cavidade uterina (DIU´s que liberam cobre)
Interfere com o processo reprodutivo antes do ovo chegar à cavidade uterina
Espessamento do muco cervical (DIU que libera progestágeno)
Altera a camada endometrial (DIU que libera progestágeno)
Vantagens: Altamente eficaz (taxa de gravidez 0,5-1,0 por 100 mulheres durante o primeiro ano de uso do T de cobre 380A); não dependente da usuária; eficaz imediatamente; proteção a longo prazo (até 10 anos com o DIU T de Cobre 380A); volta imediata da fertilidade na remoção; poucos efeitos colaterais relacionados ao método; Não interferem nas relações sexuais; Não afetam a amamentação; necessidade de somente uma visita de seguimento; baratos (os que liberam cobre); redução de cólicas menstruais(os que liberam progestágeno).
Desvantagens: Necessidade de exame pélvico e avaliação para saber se há infecção no trato genital (ITG), recomendada antes da inserção; podem aumentar o risco de DIP e subseqüente infertilidade para as mulheres com risco de ITG e outras DST (p. ex., HBV, HIV/AIDS); requer pequeno procedimento para inserção e remoção realizados por provedor treinado; A mulher não pode descontinuar no momento que desejar (depende do provedor); aumento de sangramento menstrual e cólicas durante os meses iniciais.

PÍLULAS

As pílulas anticoncepcionais são comprimidos feitos com substâncias químicas semelhantes aos hormônios encontrados no corpo da mulher. Elas impedem a ovulação, evitando assim, a gravidez. Deve-se tomar um comprimido por dia, de preferência na mesma hora. Não se deve comprar pílulas sem receita médica. A pílula que serve para uma amiga, pode ser perigosa para sua saúde.
Elas têm a vantagem de regular o ciclo, de reduzir o fluxo menstrual e as cólicas. É indicada no tratamento de cistos ovarianos, e as do tipo trifásico possuem dosagem gradual. Um dos poucos problemas é que entre 5% e 10% das mulheres têm efeitos colaterais (náuseas, retenção de líquido e manchas na pele). É indicado para mulheres com boa adaptação e nos casos de ovário policístico (problema causado por distúrbios hormonais que provocam o aparecimento de cistos). Não recomendável a mulheres fumantes com mais de 35 anos, para quem tem diabetes grave, para quem está amamentando, com menos de 16 anos, com pressão altas e outras doenças cardíacas como varizes e as que já tomaram pílulas por 5 anos (mesmo que não tenha sido seguidos). Se usada corretamente, sua eficácia é de 99,1% a 99.7%.Como se usa a pílula: Existem diferentes tipos de pílulas; só o médico pode avaliar corretamente as mulheres que podem e as que não podem usar este método, e qual o tipo adequado para cada mulher; para isso, ela deve fazer um exame clínico e ginecológico completo (inclusive medir a pressão e fazer o preventivo de câncer); cada tipo de pílula tem uma maneira correta de se tomar. A pílula só faz efeito se tomar corretamente; as pílulas mais comumente receitadas são as que vêm em cartelas de 21 comprimidos; para começar a usá-las, tome o 1º comprimido 4 dias após o dia em que a menstruação começou a descer; continue tomando um comprimido por dia, de preferência na mesma hora, até terminar os 21 comprimidos da cartela.
: Depende da usuária, requer motivação e uso diário; esquecimento aumenta índice de falha; pode postergar o retorno à fertilidade; são possíveis efeitos colaterais; sem proteção para ITG e outras DST/AIDS.

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